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Nunca se ouve dizer tantas coisas belas sobre a
paternidade quanto nos primeiros dias do mês de Agosto. Isso não é fatalidade, deve-se ao fato
de, no segundo domingo, a data está alocada à celebração do dia dos pais. Embora não seja a mesma
em todos os países, o comércio, sobretudo, busca firmar e propagar o dia no intento de incrementar
as vendas.
Fato é que no decorrer das outras semanas do ano,
a figura paterna perde, cada vez mais, seu vislumbre, empalidece e quase chega a fenecer. Na biogenética,
por exemplo, estudos e experiências a cerca da geração de uma nova vida, a largos passos e em grande
escala prescinde do pai para fecundar uma nova vida, esse não passa de um reprodutor, cujo sêmen é
catalogado, congelado e usufruído.
De outro lado, um feminismo
exacerbado levanta a bandeira da total independência da mulher ao homem. A
complementaridade existente entre ambos é desconsiderada ou negada. Iniciaram uma guerra entre
os sexos quando, na verdade, se deveria promover a reconciliação entre ambos.
Ainda é fruto de um feminismo indiscriminado a
apresentação da figura masculina e paterna de uma forma abobalhada e inconsistente. Homer de The
Simpsons é só uma, entre outras caricaturas empobrecidas da mentalidade vigente sobre a figura
paterna. O personagem não passa de um bobão, epulão e mandrião. Uma péssima referência para o filho,
da família estadunidense, Bart, que segue a mesma linha. No entanto, a personagem feminina, a filha
mais nova do casal, Lisa, é mais inteligente, esperta e interessante do que o próprio pai.
Na vida real alguns dados alarmantes e preocupantes
eivam a imagem do que venha a ser um verdadeiro pai. Pessoas como Fritzl, pai australiano que
manteve a filha em cárcere por vinte e quatro anos, ou tantos outros envolvidos no abominável crime
da pedofilia mitigam a essência e o real valor do pai, na unidade familiar.
Contudo é preciso destacar os homens que assumem com
seriedade sua missão de pai. Estes compreendem que não são meros provedores das necessidades materiais
da família, isto é, apenas, uma de suas responsabilidades. Sua presença evoca proteção e segurança aos
filhos. Junto à esposa, qual timoneiro deve conduzir a barca de sua família, que singra no mar revolto
das dificuldades do dia a dia, a um porto seguro.
Comemorar o dia dos pais vai além de dar presentes.
Deveria, antes de tudo, ser um dia de alegria, gratidão e reconciliação para com aquele que foi
indispensável na geração de uma vida. Estes, perto ou distantes são carentes da presença filial,
mesmo que não transpareçam. Os gestos de afeto podem sim, nesta data, serem capazes de descongelar
um rio de mágoa congelado e tantos outros possíveis traumas. Deste modo não estaremos, apenas,
contribuindo com o crescimento econômico, por ocasião do dia festivo, mas estaremos forjando um
mundo novo que nasce conseqüentemente de relacionamentos novos, pautados no entendimento, diálogo
e acolhimento mútuos. Nesta perspectiva podemos desejar felizes e sem receio um verdadeiro e feliz,
dia dos pais!
Postado por:Eduardo Vieira (Professor)
Quixadá-CE, Quinta-Feira 18/08/2011
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